1 Análise Energética e Dados Agregados

1.1 Destaques de Energia por Fonte - ano base 2025
Este capítulo apresenta, resumidamente, a análise dos principais movimentos referentes à produção e ao consumo de energia em 2025 em comparação com o ano anterior, para as principais fontes energéticas: petróleo, gás natural, energia elétrica, carvão mineral, energia eólica, energia solar, MMGD, biodiesel e produtos da cana e do milho.
1.1.1 Biodiesel
Em 2025, a produção de biodiesel no país cresceu 8,5% em relação ao ano anterior, atingindo o montante de 9,8 milhões de m³.
O percentual médio de biodiesel adicionado compulsoriamente ao diesel mineral, aumentou de 13,6% para 14,2% em 2025. O principal insumo foi o óleo de soja (65,9%), seguido de outros materiais graxos (12,5%).
1.1.2 Cana-de-Açúcar, Açúcar e Etanol
De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a produção de cana-de-açúcar no ano civil 2025 alcançou 659,4 milhões de toneladas, redução de 3,8% em relação ao ano civil anterior, quando a moagem foi de 685,6 milhões de toneladas.
Em 2025, a produção nacional de açúcar foi de 43,5 milhões de toneladas, redução de 1,7% em relação ao ano anterior, e a fabricação de etanol, a partir da cana de açúcar, reduziu 6,1% e atingiu um montante de 28,7 milhões de m³.
Deste total, 64,5% referem-se ao etanol hidratado: 18,5 milhões de m³. Em termos comparativos, houve uma redução de 9,4% na produção deste combustível em relação a 2024. Já a produção de etanol anidro, que é misturado à gasolina A para formar a gasolina C, registrou um aumento de 0,8% e totalizou 10,2 milhões de m³ em 2025.
1.1.3 Etanol de Milho e Outras Biomassas
A produção de etanol de milho e outras biomassas atingiu 9,45 milhões de m³ (5,75 milhões de m³ de etanol hidratado e 3,70 milhões de m³ de etanol anidro) em 2025, representando 24,7% do total produzido no Brasil.
O total de etanol produzido no Brasil em 2025 foi de 38,20 milhões de m³, representando um acréscimo de 0,1% frente ao ano anterior.
1.1.4 Energia Elétrica
A geração de energia elétrica no Brasil em centrais de serviço público e autoprodutores atingiu 775,9 TWh em 2025, resultado 3,3% acima de 2024.
As centrais elétricas de serviço público, participaram com 77,3% da geração total, totalizando 599,8 TWh.
A autoprodução de energia (APE) em 2025 participou com 22,7% do total produzido, considerando o agregado de todas as fontes utilizadas, atingindo um montante de 176 TWh. Desse total, 97,6 TWh não foram injetados na rede, ou seja, produzidos e consumidos pela própria instalação geradora, usualmente denominada como APE clássica. A autoprodução clássica agrega as mais diversas instalações industriais que produzem energia para consumo próprio, a exemplo dos setores de Papel e Celulose, Siderurgia, Açúcar e Álcool, Química, entre outros, além do Setor Energético. A geração hídrica, principal fonte de produção de energia elétrica no Brasil, reduziu 4,8% na comparação com o ano anterior.
A geração elétrica a partir de fontes não renováveis representou 13,4% do total nacional, contra 11,9% em 2024, conforme Figura 1.1.
Importações líquidas de 7,4 TWh, somadas à geração nacional, asseguraram uma oferta interna de energia elétrica de 783,3 TWh, montante 2,7% superior a 2024. O consumo final de energia elétrica foi de 667,8 TWh, uma expansão de 2,7% em comparação ao ano anterior.
A Figura 1.2 apresenta a estrutura da oferta interna de eletricidade no Brasil em 2025.
O Brasil dispõe de uma matriz elétrica de origem predominantemente renovável, com destaque para a fonte hídrica. Considerando que quase a totalidade das importações são oriundas da usina de Itaipu, a fonte hídrica participou com 52,2% da oferta interna de energia elétrica em 2025. As fontes renováveis representam 86,6% da oferta interna de eletricidade no Brasil, que é a resultante da soma dos montantes referentes à produção nacional mais as importações, que são essencialmente de origem renovável.
O consumo final foi de 667,8 TWh, representando uma expansão de 2,7% em comparação ao ano anterior, com destaque para os setores industrial e residencial, que participaram com 36,1% e 28,2% respectivamente.
Os gráficos Figura 1.3 e Figura 1.4 mostram as variações do consumo setorial de energia elétrica de 2025 em relação ao ano anterior.
Nota-se que os setores industrial, residencial e comercial consumiram 81,1% da energia elétrica disponibilizada no país em 2025.
Em 2025, a capacidade instalada de geração de energia elétrica no Brasil (centrais de serviço público e autoprodutores) alcançou 215.939 MW, acréscimo de 15.736 MW frente ao ano anterior, não incluindo a micro e minigeração distribuída (MMGD).
1.1.5 Energia Eólica
A produção de eletricidade a partir da fonte eólica alcançou 116,5 TWh em 2025, equivalente a um aumento de 8,2% em relação ao ano anterior, quando se atingiu 107,7 TWh.
Em 2025, a potência instalada para geração eólica no país expandiu 17,5%, sendo 34.689 MW de potência centralizada, conforme o Sistema de Informações da Geração da ANEEL (SIGA), em conjunto de 17 MW de Micro e Minigeração Distribuída (MMGD).
1.1.6 Energia Solar
A produção de eletricidade a partir da fonte solar atingiu 88,1 TWh, marcando um aumento de 24,7% em comparação com os 70,7 TWh registrados em 2024.
A capacidade instalada de geração solar fotovoltaica no país cresceu, expandindo 33,7% em 2025. Isso elevou a potência total para 64.793 MW, englobando tanto a geração centralizada quanto a MMGD.
1.1.7 Micro e mini geração distribuída de energia elétrica
A Micro e Minigeração Distribuída de Energia Elétrica, regulada pela Lei 14.300/22, atingiu 54.483 GWh em 2025, com uma potência instalada de 45.040 MW. O principal destaque é fonte solar fotovoltaica, com 53.144 GWh e 44.742 MW de geração e de potência instalada, respectivamente.
Os detalhamentos da geração e da capacidade instalada de micro e minigeração distribuída estão expostos em Tabela 5.7 e Tabela 8.12, respectivamente.
1.1.8 Petróleo e Derivados
A produção nacional de petróleo se manteve estável, atingindo a média de 3,8 milhões de barris diários, dos quais 97,6% são de origem marítima.
Em relação aos estados produtores, o Rio de Janeiro foi responsável pela maior parcela: 87,8% do montante anual. Já a produção terrestre continua sendo liderada pelo Estado do Rio Grande do Norte, com 34,6% do total onshore.
Pelo lado do consumo foi registrado aumento de 0,6% de óleo diesel fóssil e redução de 4,0% de gasolina automotiva. O setor de transporte respondeu por 69,9% do consumo total energético de óleo diesel fóssil.
1.1.9 Gás Natural
A média diária de produção do ano foi de 179,2 milhões de m³/dia e o volume de gás natural importado foi de 19,1 milhões de m³/dia. O gás natural participa com 10,4% na matriz energética nacional.
A demanda de gás natural aumentou 8,3% em relação ao ano anterior, devido principalmente ao avanço da geração de energia elétrica a gás natural que aumentou 13,7% em relação ao ano anterior.
Figura 1.7 mostra a destinação do gás natural para os anos 2024 e 2025. Em 2025, 36,8% do gás consumido no país foi destinado à geração de energia elétrica. Já em 2024, esse percentual foi de 35,0%.
1.1.10 Carvão Vapor e Carvão Metalúrgico
Na geração elétrica, o carvão utilizado é o carvão vapor, predominantemente de origem nacional. A demanda de carvão vapor para este uso final reduziu 3,0% em relação ao ano anterior.
O carvão metalúrgico destinado à produção de coque, acompanhando o movimento da siderurgia, reduziu seu consumo em 0,2%.
1.2 Dados Agregados
São apresentados nesta seção as tabelas e gráficos com os dados consolidados da evolução da produção, consumo, dependência externa de energia, composição setorial do consumo de energéticos e resumo da oferta interna de energia – período 2016/2025.